Perguntas Frequentes

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O que faz um Cirurgião de Mão?

Cirurgia da mão é uma especialidade médica que lida com todos os problemas da mão, punho, antebraço e cotovelo. Tal especialidade trata os pacientes com ou sem cirurgia. Os médicos são treinados para realizar cirurgias reconstrutivas quando for necessário. Muitos cirurgiões de mão também são especializados em diagnosticar e tratar problemas de ombro.

As mãos servem para várias funções. Ajudam a comer, vestir, escrever, criar arte, praticar esportes e inclusive se comunicar, entre outras muitas atividades.

Para desempenhar tais funções, nossas mãos necessitam de sensibilidade, força e mobilidade. Tais objetivos só são atingidos com movimentos articulares precisos, deslizamento livre dos tendões e contração potente dos músculos. Quando ocorrem problemas e doenças nas mãos, cuidados devem ser dados a todos os diferentes tecidos que fazem parte desse órgão nobre.

Cirurgiões de mão são ortopedistas ou cirurgiões plásticos que realizam uma residência (especialização) de dois anos adicionais apenas em patologias das mãos. Para ser membro da sociedade brasileira de cirurgia de mão, após a residência o médico deve ser submetido a um rigoroso exame teórico-prático elaborado pela sociedade.

Alguns cirurgiões de mão tratam apenas de crianças, outros só de adulto, e a maioria trata ambos. Devido ao cirurgião de mão a maior parte de seu tempo examinando, tratando e estudando a mão, eles são verdadeiros especialistas em cirurgia em doenças desse local

Porque consultar com um especialista em Cirurgia da mão?

Quando há problemas nas mãos, todos os tecidos e articulações que fazem parte podem estar acometidos, por isso é mais seguro ser examinado por um médico especialista.

A grande maioria das doenças que afetam a mão não necessitam de cirurgia no seu tratamento. O cirurgião de mão também é especializado em tratar tais patologias. Geralmente o cirurgião de mão tem em contato direto e constante com a equipe de terapeutas de mão para os pacientes sejam acompanhados também na reabilitação.

Se o paciente apresenta dores nos dedos, mão, punho ou cotovelo, ou tem outras alterações localizadas no membro superior, o médico especialista que ele deve consultar é o cirurgião de mão.

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Quais as doenças e lesões tratadas pelo Cirurgião de Mão?

Síndrome do túnel do carpo e outras compressões de nervos;

Dor crônica no punho e dedos;

Cortes nos dedos ou Punho;

Fraturas ou traumas nas mãos relacionados ao esporte ou não;

Deformidades congênitas nas mãos;

Artrites ou artroses nas mãos;

Tendinites.

Como encontrar um Cirurgião de Mão?

Os pacientes pode encontrar um cirurgião de mão através do site da nossa sociedade brasileira (www.cirugiadamao.org.br).

Porque a minha mão adormece à noite?

A principal causa de dor e dormência nas mãos, principalmente quando ocorre durante a noite, é a Síndrome do Túnel do Carpo.

Ela é uma doença onde o nervo Mediano (principal nervo sensitivo da mão) se encontra apertado no interior de um túnel no punho.

Ocorre mais em mulheres após a menopausa e também em pacientes com diabetes, alterações de tireoide e doenças reumáticas.

O diagnóstico pode ser confirmado através de testes clínicos realizados pelo médico especialista em mãos e por eletroneuromiografia.

E o tratamento pode variar desde uso de medicamentos, reabilitação e talas noturnas, até o tratamento definitivo com cirurgia.

Para mais informações clique em doenças freqüentes – Síndrome do Túnel do Carpo – http://www.ricardokaempf.com.br/services/sindrome-do-tunel-do-carpo/

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O que é LER e DORT?

É cada vez mais comum o médico receber pacientes com queixas de dores articulares relacionadas ao trabalho. Já existem inclusive diagnósticos que são as lesões por esforço de repetição (LER) e os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT).

Ambientes mal planejados, atividades em excesso que exijam força e movimentos repetitivos sem intervalo de descanso e postura inadequada estão entre os fatores mais relacionados com o surgimento dos sintomas.

Sem dúvida, tudo que é feito em demasia e sem uma correta preparação ou proteção pode ocasionar uma lesão. Mas, em minha opinião, existem vários outros fatores que também podem estar relacionados ao aparecimento dessas queixas.

Primeiramente devemos levar em conta a capacidade física do trabalhador. Eu comparo os sintomas que aparecem com o esforço de repetição a um atleta amador. Um esportista em fase inicial de treinamento não consegue, de uma hora para outra, se tornar um maratonista. É obvio que nas primeiras semanas de exercícios ele apresentará dores musculares e articulares pois não está preparado para esse tipo de atividade.

Também devemos levar em conta outros fatores no surgimento de queixas relacionadas com o trabalho. Um deles é o relacionamento conflituoso entre patrão e funcionários. A exigência de produtividade, o ambiente ruim de trabalho, o mau relacionamento com os colegas de profissão, a busca por realização pessoal, o salário, o possível ganho financeiro com o afastamento por doença também podem influenciar no aparecimento das queixas.

O Brasil é um dos poucos países onde o funcionário portador de uma lesão permanece afastado durante todo o seu tratamento, sem a opção de retornar parcialmente ao trabalho para exercer uma função compatível com a sua lesão. Além disso, na maioria dos casos, o seu salário pago pelo INSS é semelhante ao que receberia se tivesse trabalhado normalmente o que ocasiona, muitas vezes de maneira inconsciente, a permanência das queixas e do afastamento.

Conforme dados do Ministério do Trabalho a principal causa de afastamento do trabalho são as doenças psiquiátricas. Logo a seguir estão as dores articulares crônicas sem causas definidas. Dessas, 60% são no membro superior (cotovelo, punho e mão).

É verdade que existem problemas de saúde que pioram com o esforço no trabalho, mas não existem testes que possam comprovar a relação entre o aparecimento da dor e a função exercida no trabalho. Além disso, como não temos um dispositivo para quantificar ou determinar a real existência da dor, devemos apenas confiar na descrição do paciente.

Também devemos analisar com cuidado as queixas do paciente. Cada pessoa apresenta um limiar e uma tolerância diferente para a dor. O que para um pode ser uma dor suportável, para outro pode ser a pior sensação do mundo.

Na maioria das vezes, os pacientes também relacionam o aparecimento das dores com o tempo em que estão trabalhando na função. “Faz vinte anos que trabalho com o computador”, afirmam eles. Deve-se ter em mente que todos nós envelhecemos e as doenças podem estar relacionadas com a idade e não com o trabalho. Seguindo esse exemplo, há 20 anos a paciente poderia não estar na menopausa, ou não apresentar diabetes ou artrose. A idade pode ser mais importante como o fator causal, que o uso do computador.

Atividades prazerosas e “hobies” como tocar um instrumento, jogar videogame ou fazer um esporte, também exigem esforço e repetição mas raramente se vê um músico queixar-se de dores ou incapacidade de tocar o seu instrumento. Isso se deve ao prazer e ao amor pela atividade.

Para fazer diagnóstico de doença ocupacional é preciso haver uma clara correlação da lesão com o tipo de atividade exercida. Essa análise é feita por profissionais especialistas nessa área, como médicos do trabalho. Nas lesões mais comuns do punho e mão, como Síndrome do Túnel do Carpo, dedo em gatilho e tenossinovite De Quervain, podemos observar que os sintomas pioram com as atividades de vida diária, mas não podemos afirmar ou comprovar que as lesões foram causadas pelo uso em demasia ou pelo trabalho. Geralmente essas doenças estão relacionadas com irregularidade hormonal, principalmente nas mulheres. Períodos como a menopausa ou a gestação, ou doenças sistêmicas como diabetes, reumatismos e alterações da tireoide, são fatores de risco para o seu aparecimento.

Nós médicos temos a obrigação de diagnosticar as doenças a partir das queixas do paciente. Nos casos de dormências, procuramos alguma alteração nos nervos, como compressões ou inflamações. Já nas dores relacionadas ao movimento e ao uso, os problemas podem ser nas articulações ou nos tendões, como artroses e tendinites.

Nosso organismo foi feito para ser usado. Existem mais doenças relacionadas à inatividade ou a imobilização, que ao excesso de uso. Mas tudo tem que ter um limite e um bom senso.

Para finalizar gostaria de dizer que uma empresa ideal é aquela onde os empregados estão realizados e bem dispostos, não há exploração ou exigência por produção excessiva e também há uma divisão dos lucros e ganhos. Funcionários felizes e motivados produzem mais e adoecem menos.

Como Retirar um Anel Apertado?

Site da Sociedade Americana de Cirurgia de Mão dá Dicas de Como Retirar um Anel

Não é incomum, após um trauma na mão, o dedo ficar inchado impedindo a retirada de um anel. Também algumas alterações degenerativas como artroses e artrites causam aumento do volume do dedo impedindo a retirada do anel.

Para retirar um anel com segurança, nos casos mais simples, a elevação da mão e a colocação de gelo no local ajudam a diminuir o edema, facilitando a retirada. A realização de movimentos circulares do anel com auxílio de creme lubrificante ou espuma de sabonete, também auxiliam e propiciam a retirada com sucesso.

O site da Sociedade Americana de Cirurgia de Mão mostra uma dica prática que pode ser tentada e muitas vezes é usada nas emergências dos hospitais.

Utiliza-se um barbante ou até um fio dental, que deve ser passado por baixo do anel (entre o anel e o dedo). Depois, usa-se esse mesmo fio para ir comprimindo o dedo e diminuindo o seu inchaço. Isso é feito circulando o dedo com o fio, realizando várias voltas, da ponta do dedo para a base. Essa manobra “ordenha” o inchaço do dedo e permite que o anel seja retirado.

Porém , lembre-se, como todo procedimento médico, deve-se  ter cuidado para não lesionar o dedo ou mantê-lo sem circulação por muito tempo.

Nos casos graves, em que há risco de alteração circulatória no dedo, o anel deve ser cortado com um alicate potente e delicado. Esse equipamento está a disposição nas emergências dos hospitais.

Em caso dúvida ou sinais de gravidade um cirurgião de mão deve ser contado. Pode-se localizar um especialista na sua região através do site da sociedade brasileira de cirurgia de mão (www.cirrugiadamao.org.br).

Existe diferença no tratamento do atleta de elite?

Ao nos deparar com um atleta profissional, algumas particularidades temos que ter em mente, para o  correto tratamento de suas lesões. Cada modalidade tem suas lesões específicas, mas o atleta em geral, independente do esporte que pratica, tem características semelhantes que o distinguem dos outros pacientes.

Em sua grande maioria são pacientes jovens, saudáveis e que são apaixonados pela atividade que exercem. O que os motiva e favorece uma rápida recuperação.

Além disso, apresentam uma força de vontade acima da média e gostam de participar ativamente de todo o processo de recuperação. Geralmente são os mais dedicados na fisioterapia e se puderem, permanecem ali o dia inteiro.

Outra característica do atleta é a tolerância para dor. Ele cresce aprendendo que para ter evolução profissional é preciso superar os limites da dor. Sem dúvida essa qualidade facilita o tratamento no período de recuperação de uma lesão. Porém, devido a essa convivência diária com a dor, o atleta muitas vezes procura o médico com lesões graves que poderiam ser tratadas de uma forma mais simples numa fase inicial. Mas pela exigência da equipe ou do calendário, eles toleram os sintomas até não aguentar mais.

Devido a isso, cada vez é mais comum observarmos atletas esperarem o fim da temporada (ou início das férias) para realizarem tratamentos médicos, tendo que suportar as lesões durante o período de competições, muitas vezes fazendo uso de analgésicos e infiltrações.

Também temos outro agravante no tratamento de um atleta profissional. São pacientes que têm pressa no tratamento e no resultado, com pouca disponibilidade de tempo para repouso, imobilização e reabilitação. O que muitas vezes nos leva a optar por um tratamento mais rápido (como uma cirurgia, por exemplo), diferente do tratamento de um paciente atleta amador que pode permanecer com um gesso por dois ou três meses, e após isso, ainda fazer fisioterapia.

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Existe tratamento estético para as Mãos?

Depois de se esgotarem as possibilidades de cirurgias plásticas no rosto, abdome, seios e nádegas, agora parece que chegou a vez das mãos serem objeto de desejo de rejuvenescimento. Então a “Mão é a Bola da Vez” ou a “Nova Moda”.

Para os pacientes que se submetem a cirurgias estéticas, não combina ter um rosto lisinho e sem rugas, um bum-bum e um seio empinados, e umas mãos de senhora.

São poucas as partes do corpo que estão sempre descoberta e que não podem disfarçar a ação do tempo. Entre elas temos as mãos. Muitas acabam usando luvas para tentar5 disfarçar essa disparidade de idade entre os locais do corpo.

O que no passado se tratava como questão de orgulho, de ter mãos calejadas e “usadas” pelos anos de trabalho, agora parece que essa sensação de dever cumprido não mais é observada.

Com o passar dos anos os tecidos das mãos, principalmente a pele do dorso, perde sua tonicidade, elasticidade e gordura, tornando-se mais fina e enrugada. E principalmente em pessoas de pele clara, esse afinamento faz com que as veias superficiais se tornem  visíveis.

O grande problema das mãos é que é um órgão feito para o movimento e força, diferente de outros órgãos freqüentemente submetidos a intervenções plásticas estéticas como o nariz, orelhas, seio e abdome. Por isso, complicações são mais freqüentes e quando ocorrem são devastadoras para a função.

Entre os procedimentos que já são oferecidos para a melhora estética das mãos temos a injeção de gordura retirada de outra parte do corpo, preenchimento com substâncias sintéticas.

Ainda não se tornou rotineira a retirada de pele da mão, pois isso acarretaria a perada da mobilidade, assim como se vêem senhoras que foram esticadas de maneira exagerada e que mal conseguem fechar os olhos.

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